Temas polêmicos todas as horas
Temas polêmicos.. todas as horas.. com certeza, esse é o MEU mote.. se não polêmicos intencionalmente, virtuosos e vicerais assim como esse ser.. assim como eu, e talvez um você de vocês que insistem em me passar coisas e refletir raios de luzes brilhantes carregando claridades e escuridões grandes, mas com o passar do tempo parece que aprendi a lidar melhor com essas escuridões.. pelo menos parece.. sabe como é, no mundo das “cavernas dos dragões” tudo pode ser questionável e um tanto quanto ambiguo.. situações realmente que vem e vao, voltam e ficam, trazendo sempre os temas polêmicos de todas as horas, que alias, foram basicamente a minha vida de ativismo social – humanístico e principalmente “CarlosPereirianista” por todos esses instantes… coisa de louco.. ou sei lá, talvez, de uma normalidade mas tão impressionante que chega a beirar o pequeno espaço que divide estas duas coisas tão impressionantes como um “cílio de Botox” ou uma bronca do professor na aula chata… É isso, eu sou assim, a aula tá chata, eu já trago o tema mais que pertinente, bota essa cabeça pra funcionar diretor e professor, e me põe pra desenvolver alguma arte, pois senão assim fica chato demais.. já imaginou o tanto de redações desse tipo que eu poderia ter feito, se tivessem pelo menos me indicado caminhos quando eu era mais molequinho??? É isso, vou processar, colocar no pau mesmo, essa palhaçada que chamam de ensino no Brasil, vou ser meu próprio advogado, que eles vão até chorar de tanto argumento… e quando o juiz quiser me dobrar com “armadilhazinhas” do código legislativo brasileiro, vou lançar uma dose humanística mas tão forte nesse cidadão que chamam de árbitro, ops, juiz, que acredito que ele possa até mudar de profissão… no mínimo se aposentar… vai pra chácara de vez, só pra não ouvir nunca mais o CarlosCarlos falar verdades em seu tribunal… e tenho dito.
CarlosCarlos
Tema sugerido por Gabin – “Temas polêmicos todas as horas”
Madrugada 03/04/08
Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
Domingo, 16 de Março de 2008
Esses meus amigos...
Que amigos são esses...
que amigos são esses...
parecendo escoceses
gelados como abóboras
perdidas nas geleiras
Encomendados por extraterrestres surreais
mas eu acho que os ets são mais amigos
do que... os seres humanos carnais
não aguento mais...
viver por aqui
forçar o sorrir
dói meu existir
só de pensar que você ainda não chegou
ou talvez já foi embora
essa demora toda da sua volta
me tortura como a pior escolta
me barrando e me açoitando nas esquinas tristes da vida
nos botecos passados que me afundei
nos momentos que me senti rei
e nos momentos em que eu estava bem, me sentindo um mendigo
pois qualquer mendigo é mais amigo
que qualquer "rei-xecutivo"
plugado no plug do progresso
perdido nas malhas do sucesso
Eu só quero o merecido recesso
ou melhor,
eu só quero um sol maior
só pra aquecer as minhas cordas vocais um tanto quanto cansadas
senão cansadas, confusas
senão confusas, perdidas
senão perdidas, ardidas
senão famosas, vividas
senão ricas, perfeitas
senão eleitas, sangrentas
sangrentas como o sangue sangrado e sangrando aqui
CarlosCarlosCarlos
que amigos são esses...
parecendo escoceses
gelados como abóboras
perdidas nas geleiras
Encomendados por extraterrestres surreais
mas eu acho que os ets são mais amigos
do que... os seres humanos carnais
não aguento mais...
viver por aqui
forçar o sorrir
dói meu existir
só de pensar que você ainda não chegou
ou talvez já foi embora
essa demora toda da sua volta
me tortura como a pior escolta
me barrando e me açoitando nas esquinas tristes da vida
nos botecos passados que me afundei
nos momentos que me senti rei
e nos momentos em que eu estava bem, me sentindo um mendigo
pois qualquer mendigo é mais amigo
que qualquer "rei-xecutivo"
plugado no plug do progresso
perdido nas malhas do sucesso
Eu só quero o merecido recesso
ou melhor,
eu só quero um sol maior
só pra aquecer as minhas cordas vocais um tanto quanto cansadas
senão cansadas, confusas
senão confusas, perdidas
senão perdidas, ardidas
senão famosas, vividas
senão ricas, perfeitas
senão eleitas, sangrentas
sangrentas como o sangue sangrado e sangrando aqui
CarlosCarlosCarlos
Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Pessoas, diferenças e balões...
Pessoas diferentes são como balões de gás multicoloridos, alguns em branco e preto, alguns malhados, outros rajados de cores com não-cores...
Cada um com seu estilo diferente, todos multifacetados e um querendo chamar mais atenção do que o outro... uma verdadeira disputa de egos e vaidades...
Para muitos isso é meramente da “natureza balonística”, para outros algo a ser trabalhado e enxergado sobre outras possibilidades, para assim perceber os outros balões e a si–próprios, voando por aí..
Certo dia, “Balão–Astolfo” disse assim para “Baloa Carmela”:
--- Veja os amassados no “Balão – Antônio”... que coisa feia!!!
Mas o que ele não sabia era que o “Balão – Antônio” vivia muito bem assim, e a sua amada “Baloa – Silver”, simplesmente adorava...
O que era mais curioso é que a maioria dos balões estavam sempre procurando defeitos uns nos outros e armando “glamourosos” encontros para se exibirem...
Mas, apesar disso, um ou outro balão, mesmo que nas coxias da atmosfera, percebiam haver algo mais importante para se olhar... Vejam essa conversa que ouvi:
---- “Balão – Agripino”, essa “baloada” por aqui é “toda meia estranha”, só olham a carcaça dos balões desfilando nas tábuas dos salões do ar...
---- É “Balão – Firmino”, eles se preocupam tanto com isso, e tão pouco com o que realmente interessa, que é todo esse ar que mora aqui dentro da gente, que a maioria acaba murchando de uma hora pra outra... pode até demorar um pouquinho, mas que eles murcham, murcham...
---- É...
Fssssssssssssss...........
Cada um com seu estilo diferente, todos multifacetados e um querendo chamar mais atenção do que o outro... uma verdadeira disputa de egos e vaidades...
Para muitos isso é meramente da “natureza balonística”, para outros algo a ser trabalhado e enxergado sobre outras possibilidades, para assim perceber os outros balões e a si–próprios, voando por aí..
Certo dia, “Balão–Astolfo” disse assim para “Baloa Carmela”:
--- Veja os amassados no “Balão – Antônio”... que coisa feia!!!
Mas o que ele não sabia era que o “Balão – Antônio” vivia muito bem assim, e a sua amada “Baloa – Silver”, simplesmente adorava...
O que era mais curioso é que a maioria dos balões estavam sempre procurando defeitos uns nos outros e armando “glamourosos” encontros para se exibirem...
Mas, apesar disso, um ou outro balão, mesmo que nas coxias da atmosfera, percebiam haver algo mais importante para se olhar... Vejam essa conversa que ouvi:
---- “Balão – Agripino”, essa “baloada” por aqui é “toda meia estranha”, só olham a carcaça dos balões desfilando nas tábuas dos salões do ar...
---- É “Balão – Firmino”, eles se preocupam tanto com isso, e tão pouco com o que realmente interessa, que é todo esse ar que mora aqui dentro da gente, que a maioria acaba murchando de uma hora pra outra... pode até demorar um pouquinho, mas que eles murcham, murcham...
---- É...
Fssssssssssssss...........
Domingo, 20 de Janeiro de 2008
No hospital
Encontrei uma vidente. Ela olhou a minha mão, analisou, pensou e disse:
---- Huuuum, não posso falar nada pra você agora...
Eu não disse nada. Apenas continuei caminhando como vinha fazendo antes... Sabe como é, num parque, domingo, multidão, crianças, cachorros e cisnes, aquilo de certa forma estava me deixando confuso...
Deixei pra trás e quando vi estava em um hospital. Como aquilo?? Bom, essas horas melhor nem perguntar, deixei viver o momento mesmo.
Na sala de espera, ao meu lado, uma senhora, negra, gorda, e de pele rosada, perguntou-me:
---- Desde quando você é médico??
Respondi:
---- Até agora eu não sabia... Então, desde agora.
Ela se levantou abruptamente e puxando-me pela mão, ordenou:
---- Então, vamos lá meu filho, a coisa demora muito por aqui...
---- Mas calma senhora... A senhora acha que eu sou médico só por estar de roupa branca??
---- É médico sim, vamos lá, menino...
Não tinha o que fazer. Apenas fui.
Hospital público é brincadeira. Fez a velha senhora “criar” seu próprio médico..
Nesses hospitais a espera é tanta, o descaso é tanto, o problema é tão grande... Que ela resolveu dar um jeito do seu jeito. Muita dor e muito esquecimento naqueles velhos corredores.
E assim eu entrei na sala, examinei, tratei com carinho, dei atenção... E ela foi embora feliz da vida.
É, talvez eu até fui melhor que um médico do hospital mesmo... Porque?? Porque parei pra olhar nos olhos, pra sentir a dor que não era propriamente minha, e sorri de verdade para a linda senhora demonstrando cuidado e afeto.. Aliás, qual será o dia que as coisas vão começar a mudar por aqui?? Deixo a resposta pra gente mesmo.
CarlosCarlosSonhadordeTempos
---- Huuuum, não posso falar nada pra você agora...
Eu não disse nada. Apenas continuei caminhando como vinha fazendo antes... Sabe como é, num parque, domingo, multidão, crianças, cachorros e cisnes, aquilo de certa forma estava me deixando confuso...
Deixei pra trás e quando vi estava em um hospital. Como aquilo?? Bom, essas horas melhor nem perguntar, deixei viver o momento mesmo.
Na sala de espera, ao meu lado, uma senhora, negra, gorda, e de pele rosada, perguntou-me:
---- Desde quando você é médico??
Respondi:
---- Até agora eu não sabia... Então, desde agora.
Ela se levantou abruptamente e puxando-me pela mão, ordenou:
---- Então, vamos lá meu filho, a coisa demora muito por aqui...
---- Mas calma senhora... A senhora acha que eu sou médico só por estar de roupa branca??
---- É médico sim, vamos lá, menino...
Não tinha o que fazer. Apenas fui.
Hospital público é brincadeira. Fez a velha senhora “criar” seu próprio médico..
Nesses hospitais a espera é tanta, o descaso é tanto, o problema é tão grande... Que ela resolveu dar um jeito do seu jeito. Muita dor e muito esquecimento naqueles velhos corredores.
E assim eu entrei na sala, examinei, tratei com carinho, dei atenção... E ela foi embora feliz da vida.
É, talvez eu até fui melhor que um médico do hospital mesmo... Porque?? Porque parei pra olhar nos olhos, pra sentir a dor que não era propriamente minha, e sorri de verdade para a linda senhora demonstrando cuidado e afeto.. Aliás, qual será o dia que as coisas vão começar a mudar por aqui?? Deixo a resposta pra gente mesmo.
CarlosCarlosSonhadordeTempos
Sábado, 12 de Janeiro de 2008
Santiago
Agora de tarde assisti ao documentário do João Moreira Salles, e que documentário!! Pra quem não sabe, é sobre a história de Santiago, que foi mordomo da família Moreira Salles durante muitos anos..
Confesso que no decorrer do início do filme, estava meio incomodado, estava ansioso, mas isso não só por conta do filme, e sim porque ando bem ansioso mesmo...
Fui assistir com meu pai, o que é um grande prazer para mim, e ficamos lá, no escuro, na pequena tela do "Espaço Unibanco 2"..
Antes de ir assistir ao filme, eu havia ouvido algumas coisas a respeito, e sempre muito bem.. Acho que prefiro ir assistir ao filme sem saber de nada, não sou de ler críticas antes da hora.. Mas sei que tenho personalidade suficiente para pelo menos tentar não me deixar influenciar...
E assim foi, o doc rolando e eu lá, pensando nas pessoas que haviam me falado dele, e desconfiando porque que elas haviam gostado..
Como uma das pessoas foi uma menina lá do Rio de Janeiro, quando eu estava por lá no final do ano passado, e ela, digamos, é "meio dos meios" cinemáticos e televisivos, achei que ela poderia ter dito que gostou naquela velha pompa de intelectualismo, porque até onde sinto, pelo menos no Brasil é assim, se determinado trabalho é feito por determinado artista, então já vira "cool" na mesma hora (isso não tem nada a ver com o diretor desse filme, e sim com o Brasil mesmo)... As pessoas de fato se influenciam muito pelo que é falado na mídia, principalmente a televisiva. E nas elites das rodas sociais dos "cocktails" cinemáticos, não é diferente...
E por falar em artista, posso dizer que um dia quero conhecer esse tal de "João Moreira Salles". Quando eu estava cursando a faculdade, havia visto um filme dele, na aula da professora Andréa, o "Notícias de uma guerra particular", que é sobre as crianças e jovens envolvidos na guerra do tráfico no Rio de Janeiro.
Acho que não seria o tipo de filme que eu faria, digo na forma, estampando os moleques na cara do vídeo com gigantes metralhadoras nas mãos... mas não sei, confio na boa intenção desse sujeito, não sei, algo me diz para confiar..
Talvez pela história que eu li no livro "Abusado", do Caco Barcellos, em que na história da vida real, o João Moreira Salles, por ter tido contato com o famoso traficante "Marcinho VP", e ter reconhecido nele um forte potencial para a transformação social (mas de uma outra forma), ofereceu-o $4.000,00 reais (não tenho certeza sobre os valores) mensais, para que ele saísse do tráfico e mudasse de vida.. Isso chamou muito a minha atenção.
Eu, que sou tão ligado nessa coisa estranha que se chama "classe social" e interfere fortemente no cotidiano de TODAS as pessoas desse país (e planeta), posso dizer que me chamou a atenção. Só isso posso dizer por agora.
E mais recentemente, saber que ele lançou junto com outras pessoas, a "Revista Piauí", aí foi demais pra mim... Como muitos sabem, tenho fortes raízes piauienses, o meu pai é de lá, e minha mãe do Mato Grosso do Sul.. haha, sempre falo isso, Brasil na veia!!!
O fato da revista chamar "Piauí " foi outra coisa que me chamou a atenção e até onde eu sei, tem um mistério aí, não sei se os autores dizem o porque, mas enfim, o que importa é que chama "Piauí", o estado mais esquecido e menosprezado (muitas vezes pelos próprios piauienses) do nosso país (há dois textos no blog, "Piauí", e "Piauí 2", leiam...).
Enfim, e lá estava eu assistindo ao filme.
A coisa estava indo, percebi que meu pai se identificou com o Santiago, e pelo que me disse após o filme, este lembrou-o de antigas recordações de família no sertão piauiense...
Sei que o filme estava chegando ao final e eu já não aguentava mais o "João Moreira Salles novo", querendo interfirir nas posturas e falas do Santiago.. desde o começo do filme eu já havia me incomodado.. E muito!!
Logo no início do documentário, o Santiago pede para iniciar o filme com uma fala, ou algo do tipo, e uma menina diz: "Não!! Vamos fazer na cozinha mesmo", aquilo já me deu uma sensação estranha, porque na verdade AQUILO ERA O SANTIAGO!!! Cortar aquele tipo de ímpeto não tinha o menor sentido!!
Eu, pelo menos, quando faço documentários, tento ao máximo não roteirizar, deixar fluir, tentar fazer as pessoas esquecerem ao máximo que existe uma câmera..
E a coisa foi indo de uma tal forma, ele interrompendo o seu mordomo e falando pra ele colocar a mão assim ou assim, não, aquilo não estava certo!! Me incomodou ao ponto de eu falar um pouco mais alto para o meu pai:"Ah, não, não aguento esse moleque querendo falar tudo o que ele tem que fazer", e meu pai respondeu: "Deixa o moleque!!", fato que não me agradou muito..haha.. mas depois ele me explicou que era pelo barulho que eu fiz, que poderia incomodar as outras pessoas da sala.
Talvez foi ingenuidade minha não perceber que o doc estava indo nesse caminho, que o João queria realçar mesmo isso para terminar o documentário de um modo triunfal!!! Fiquei muito feliz no fim do filme.. porque ele mostrou algo que acontece dia-a-dia, hora a hora, minuto a minuto aqui no nosso país...
Frequentemente menosprezamos e não nos damos conta do real valor que os "Santiagos" do nosso cotidiano tem.. as nossas "empregadas" (esse nome é horrível), frentistas, garis etc... E o mais curioso é que muitas vezes eles próprios não tem.. Pois não me chamava a atenção somente as atitudes do jovem João, e sim a aceitação e a conformidade de Santiago com aquela situação... Afinal, ele estava em sua própria casa!! Então, não via porque ele aturar aquele moleque!! Mas é aquilo, no Brasil, o medo de perder o emprego ou vários tipos de medos, assombram grande parte da população, que prendem, prendem e prendem o que eles querem soltar aos quatro ventos há séculos!!! Os próprios da elite não vêem a hora de abraçar e reconhecer seus semelhantes menos abastados como irmãos!! Mas o problema é que ninguém tem coragem.. Quem quer sair do pedestal?? Quem quer dar a cara pra bater?? Quem não quer continuar sendo visto como "inferior" em vez de assumir a sua verdadeira força?? Pois é!! Isto é o povo!! Força!! Suor!!! Sangue!! Só que muito mal direcionados até hoje.. a força vira toda para trabalhar em prol do patrão e viver sempre calado. Na minha opinião, esse tempo já foi. O povo é muito inteligente e não vê, ou principalmente não quer ver o que é óbvio!!
É só questão de tempo para vermos coisas realmente loucas acontecendo.. E digo mais: Está tão perto, que talvez nossos pais e avós vejam o desenrolar dessa história toda...
Mas mais bonito mesmo, foi ver a humildade e a demonstração de crescimento espiritual e de sensibilidade do João Moreira Salles.. Pois nessa vida, sem sensibilidade, nada vale de nada!!
Anos depois, imagino como foi difícil para ele assistir tudo aquilo e ver ele próprio podando e engessando o personagem principal de seu filme. Afinal, não parecia um filme sobre o Santiago pessoa, gente, ser humano, por vezes dava a impressão do menino robotizando alguém tão espontâneo e artista e tão difícil de robotizar!! Ou seja, não era o filme de Santiago, e sim da "arte do jovem diretor de cinema".. Ah, e como tem isso até hoje, por incrível que pareça.. muito "glamour"...
Mas o mais louco é que me parece que ele não fez isso por mal, e sim porque era um jovem cheio de inseguranças, imaturo, e queria provar a si mesmo que podia "DIRIGIR" seu próprio filme, a ponto de atrapalhar crucialmente o andamento do mesmo sem ao menos perceber...
Mas claro, havia toda aquela questão social imbuída, ou seja, o patrão e o serviçal... Essa vida é muito louca, às vezes percebemos coisas em nossas relações com as pessoas, que se tivéssemos percebido antes, tudo poderia ser diferente... isso aconteceu comigo também, com pessoas da minha família.. e não é nada fácil lidar com isso...
Mas João, com um toque de gênio eu diria, construiu uma narrativa, e formou um trabalho extremamente bonito, singelo e porque não.. LIBERTÁRIO, porque isso sim é revolução.. Isso é o social e não somente o projeto social, o social é desde que acordamos e sonhamos até todo nosso íntimo ato dentro da nossa sociedade.. nos detalhes é que podemos sentir a força desse tal "social"... no momento em que damos nossa cara a tapa para tentar desmascarar essas fantasias, esses personagens, essas tramas de filme americano que vivemos em nossas vidas, aí sim eu acredito em mudança... MUDANÇA SEM MISTURA É UTOPIA!!! MUDANÇA NÃO É UTOPIA!! E NEM MISTURA É UTOPIA!!
Pode doer no começo... mas vale a pena... o preço do nosso sofrimento de aceitarmos esses fatos é como um antigo vício em que o viciado deve ter a HUMILDADE de reconhecer que desse jeito que está não está dando certo, e reconhecer isso é o único (ou o primeiro) caminho para seguirmos em outra direção
Filme sensacional!! Fazia tempo que eu não via algo assim!! Sem palavras (ou muitas)!!!
E é por isso que eu não acredito em crítica de jornal... Deram quatro estrelinhas... Eu dava cinco!!!
CarlosCarlosAtitude
Confesso que no decorrer do início do filme, estava meio incomodado, estava ansioso, mas isso não só por conta do filme, e sim porque ando bem ansioso mesmo...
Fui assistir com meu pai, o que é um grande prazer para mim, e ficamos lá, no escuro, na pequena tela do "Espaço Unibanco 2"..
Antes de ir assistir ao filme, eu havia ouvido algumas coisas a respeito, e sempre muito bem.. Acho que prefiro ir assistir ao filme sem saber de nada, não sou de ler críticas antes da hora.. Mas sei que tenho personalidade suficiente para pelo menos tentar não me deixar influenciar...
E assim foi, o doc rolando e eu lá, pensando nas pessoas que haviam me falado dele, e desconfiando porque que elas haviam gostado..
Como uma das pessoas foi uma menina lá do Rio de Janeiro, quando eu estava por lá no final do ano passado, e ela, digamos, é "meio dos meios" cinemáticos e televisivos, achei que ela poderia ter dito que gostou naquela velha pompa de intelectualismo, porque até onde sinto, pelo menos no Brasil é assim, se determinado trabalho é feito por determinado artista, então já vira "cool" na mesma hora (isso não tem nada a ver com o diretor desse filme, e sim com o Brasil mesmo)... As pessoas de fato se influenciam muito pelo que é falado na mídia, principalmente a televisiva. E nas elites das rodas sociais dos "cocktails" cinemáticos, não é diferente...
E por falar em artista, posso dizer que um dia quero conhecer esse tal de "João Moreira Salles". Quando eu estava cursando a faculdade, havia visto um filme dele, na aula da professora Andréa, o "Notícias de uma guerra particular", que é sobre as crianças e jovens envolvidos na guerra do tráfico no Rio de Janeiro.
Acho que não seria o tipo de filme que eu faria, digo na forma, estampando os moleques na cara do vídeo com gigantes metralhadoras nas mãos... mas não sei, confio na boa intenção desse sujeito, não sei, algo me diz para confiar..
Talvez pela história que eu li no livro "Abusado", do Caco Barcellos, em que na história da vida real, o João Moreira Salles, por ter tido contato com o famoso traficante "Marcinho VP", e ter reconhecido nele um forte potencial para a transformação social (mas de uma outra forma), ofereceu-o $4.000,00 reais (não tenho certeza sobre os valores) mensais, para que ele saísse do tráfico e mudasse de vida.. Isso chamou muito a minha atenção.
Eu, que sou tão ligado nessa coisa estranha que se chama "classe social" e interfere fortemente no cotidiano de TODAS as pessoas desse país (e planeta), posso dizer que me chamou a atenção. Só isso posso dizer por agora.
E mais recentemente, saber que ele lançou junto com outras pessoas, a "Revista Piauí", aí foi demais pra mim... Como muitos sabem, tenho fortes raízes piauienses, o meu pai é de lá, e minha mãe do Mato Grosso do Sul.. haha, sempre falo isso, Brasil na veia!!!
O fato da revista chamar "Piauí " foi outra coisa que me chamou a atenção e até onde eu sei, tem um mistério aí, não sei se os autores dizem o porque, mas enfim, o que importa é que chama "Piauí", o estado mais esquecido e menosprezado (muitas vezes pelos próprios piauienses) do nosso país (há dois textos no blog, "Piauí", e "Piauí 2", leiam...).
Enfim, e lá estava eu assistindo ao filme.
A coisa estava indo, percebi que meu pai se identificou com o Santiago, e pelo que me disse após o filme, este lembrou-o de antigas recordações de família no sertão piauiense...
Sei que o filme estava chegando ao final e eu já não aguentava mais o "João Moreira Salles novo", querendo interfirir nas posturas e falas do Santiago.. desde o começo do filme eu já havia me incomodado.. E muito!!
Logo no início do documentário, o Santiago pede para iniciar o filme com uma fala, ou algo do tipo, e uma menina diz: "Não!! Vamos fazer na cozinha mesmo", aquilo já me deu uma sensação estranha, porque na verdade AQUILO ERA O SANTIAGO!!! Cortar aquele tipo de ímpeto não tinha o menor sentido!!
Eu, pelo menos, quando faço documentários, tento ao máximo não roteirizar, deixar fluir, tentar fazer as pessoas esquecerem ao máximo que existe uma câmera..
E a coisa foi indo de uma tal forma, ele interrompendo o seu mordomo e falando pra ele colocar a mão assim ou assim, não, aquilo não estava certo!! Me incomodou ao ponto de eu falar um pouco mais alto para o meu pai:"Ah, não, não aguento esse moleque querendo falar tudo o que ele tem que fazer", e meu pai respondeu: "Deixa o moleque!!", fato que não me agradou muito..haha.. mas depois ele me explicou que era pelo barulho que eu fiz, que poderia incomodar as outras pessoas da sala.
Talvez foi ingenuidade minha não perceber que o doc estava indo nesse caminho, que o João queria realçar mesmo isso para terminar o documentário de um modo triunfal!!! Fiquei muito feliz no fim do filme.. porque ele mostrou algo que acontece dia-a-dia, hora a hora, minuto a minuto aqui no nosso país...
Frequentemente menosprezamos e não nos damos conta do real valor que os "Santiagos" do nosso cotidiano tem.. as nossas "empregadas" (esse nome é horrível), frentistas, garis etc... E o mais curioso é que muitas vezes eles próprios não tem.. Pois não me chamava a atenção somente as atitudes do jovem João, e sim a aceitação e a conformidade de Santiago com aquela situação... Afinal, ele estava em sua própria casa!! Então, não via porque ele aturar aquele moleque!! Mas é aquilo, no Brasil, o medo de perder o emprego ou vários tipos de medos, assombram grande parte da população, que prendem, prendem e prendem o que eles querem soltar aos quatro ventos há séculos!!! Os próprios da elite não vêem a hora de abraçar e reconhecer seus semelhantes menos abastados como irmãos!! Mas o problema é que ninguém tem coragem.. Quem quer sair do pedestal?? Quem quer dar a cara pra bater?? Quem não quer continuar sendo visto como "inferior" em vez de assumir a sua verdadeira força?? Pois é!! Isto é o povo!! Força!! Suor!!! Sangue!! Só que muito mal direcionados até hoje.. a força vira toda para trabalhar em prol do patrão e viver sempre calado. Na minha opinião, esse tempo já foi. O povo é muito inteligente e não vê, ou principalmente não quer ver o que é óbvio!!
É só questão de tempo para vermos coisas realmente loucas acontecendo.. E digo mais: Está tão perto, que talvez nossos pais e avós vejam o desenrolar dessa história toda...
Mas mais bonito mesmo, foi ver a humildade e a demonstração de crescimento espiritual e de sensibilidade do João Moreira Salles.. Pois nessa vida, sem sensibilidade, nada vale de nada!!
Anos depois, imagino como foi difícil para ele assistir tudo aquilo e ver ele próprio podando e engessando o personagem principal de seu filme. Afinal, não parecia um filme sobre o Santiago pessoa, gente, ser humano, por vezes dava a impressão do menino robotizando alguém tão espontâneo e artista e tão difícil de robotizar!! Ou seja, não era o filme de Santiago, e sim da "arte do jovem diretor de cinema".. Ah, e como tem isso até hoje, por incrível que pareça.. muito "glamour"...
Mas o mais louco é que me parece que ele não fez isso por mal, e sim porque era um jovem cheio de inseguranças, imaturo, e queria provar a si mesmo que podia "DIRIGIR" seu próprio filme, a ponto de atrapalhar crucialmente o andamento do mesmo sem ao menos perceber...
Mas claro, havia toda aquela questão social imbuída, ou seja, o patrão e o serviçal... Essa vida é muito louca, às vezes percebemos coisas em nossas relações com as pessoas, que se tivéssemos percebido antes, tudo poderia ser diferente... isso aconteceu comigo também, com pessoas da minha família.. e não é nada fácil lidar com isso...
Mas João, com um toque de gênio eu diria, construiu uma narrativa, e formou um trabalho extremamente bonito, singelo e porque não.. LIBERTÁRIO, porque isso sim é revolução.. Isso é o social e não somente o projeto social, o social é desde que acordamos e sonhamos até todo nosso íntimo ato dentro da nossa sociedade.. nos detalhes é que podemos sentir a força desse tal "social"... no momento em que damos nossa cara a tapa para tentar desmascarar essas fantasias, esses personagens, essas tramas de filme americano que vivemos em nossas vidas, aí sim eu acredito em mudança... MUDANÇA SEM MISTURA É UTOPIA!!! MUDANÇA NÃO É UTOPIA!! E NEM MISTURA É UTOPIA!!
Pode doer no começo... mas vale a pena... o preço do nosso sofrimento de aceitarmos esses fatos é como um antigo vício em que o viciado deve ter a HUMILDADE de reconhecer que desse jeito que está não está dando certo, e reconhecer isso é o único (ou o primeiro) caminho para seguirmos em outra direção
Filme sensacional!! Fazia tempo que eu não via algo assim!! Sem palavras (ou muitas)!!!
E é por isso que eu não acredito em crítica de jornal... Deram quatro estrelinhas... Eu dava cinco!!!
CarlosCarlosAtitude
Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
Ah, que bom...
Ah, que bom...
Ah, que bom acordar e ver mais um dia iluminado pelo sol do meu amigo Deus...
Ah, que bom é estar aqui na faculdade próxima à minha casa e ver um dos funcionários, com seu uniforme de praxe, todo bege como se usam nas cadeias, mas aqui dentro da sala junto comigo nessa vazia faculdade..
Bom é ver ele se arriscando em usar a Internet sendo que está em horário de trabalho, bom é ele poder ter acesso a outros mundos que ultrapassam as grades dos seu jaleco bege e do seu trabalho repetitivo, dia após dia...
Bom foi acordar e assistir o curta-metragem indicado pela minha amiga Bruna, de uns amigos dela, que fala bem desse assunto que venho a tratar aqui...
Muito bom é ver que o curta tem várias linhas de mensagem e de pensamento parecidas com o curta que fiz nesse mesmo ano, o de 2007...
Isso tudo me faz muito feliz e me deixa falar: Ah, que bom!! A época de libertação está chegando.. Ou melhor, já estamos nela!!! Quem tiver olhos que veja!!
Bom ver que já não sou tão mais louco quanto a dez anos atrás, quando me rotulavam de doido por ver coisas misturadas e infiltradas ao clássico e repetitivo cotidiano... Já tenho mais aliados ao meu lado, cada vez mais... Bom saber que não estou sozinho...
Ainda falta muito a acontecer, ainda devo passar poucas e boas por aí, mas o meu coração incessante não pàra de bater e espero ter cada vez mais amigos de verdade ao meu lado para juntos avançarmos em prol do todo, e não somente de um grupo só ou de uma pessoa só ou de uma "classe" só... Um abraço de amigo de verdade... Ah, que bom...
CarlosCarlosamareloCarlão
Ah, que bom acordar e ver mais um dia iluminado pelo sol do meu amigo Deus...
Ah, que bom é estar aqui na faculdade próxima à minha casa e ver um dos funcionários, com seu uniforme de praxe, todo bege como se usam nas cadeias, mas aqui dentro da sala junto comigo nessa vazia faculdade..
Bom é ver ele se arriscando em usar a Internet sendo que está em horário de trabalho, bom é ele poder ter acesso a outros mundos que ultrapassam as grades dos seu jaleco bege e do seu trabalho repetitivo, dia após dia...
Bom foi acordar e assistir o curta-metragem indicado pela minha amiga Bruna, de uns amigos dela, que fala bem desse assunto que venho a tratar aqui...
Muito bom é ver que o curta tem várias linhas de mensagem e de pensamento parecidas com o curta que fiz nesse mesmo ano, o de 2007...
Isso tudo me faz muito feliz e me deixa falar: Ah, que bom!! A época de libertação está chegando.. Ou melhor, já estamos nela!!! Quem tiver olhos que veja!!
Bom ver que já não sou tão mais louco quanto a dez anos atrás, quando me rotulavam de doido por ver coisas misturadas e infiltradas ao clássico e repetitivo cotidiano... Já tenho mais aliados ao meu lado, cada vez mais... Bom saber que não estou sozinho...
Ainda falta muito a acontecer, ainda devo passar poucas e boas por aí, mas o meu coração incessante não pàra de bater e espero ter cada vez mais amigos de verdade ao meu lado para juntos avançarmos em prol do todo, e não somente de um grupo só ou de uma pessoa só ou de uma "classe" só... Um abraço de amigo de verdade... Ah, que bom...
CarlosCarlosamareloCarlão
Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007
"A essência vencerá"
Após ler o blog "Meu Banzo", da sempre intensa Mari, tive que escrever esse rodapé antes de descansar o meu cansado corpo sobre travesseiros e preocupações agora noite.
E só posso dizer:
Sim, também possuo esse medo, medo permanente de perder algo que faz parte de mim, mas faz tanta parte de mim, que fica difícil perder...
Mas também sei que a prudência é importante, e as artimanhas do mal são grandes contra nós mesmos... De onde ele vem?? Não dá pra saber, mas sendo de algum lugar do outro lado ou de dentro de nossa própria auto-sabotagem, só posso dizer que não vale a pena perder tempo com esse tipo de coisa... Não deixe o errado caminho arrancar o que você tem de mais precioso: Você mesmo... Você mesmo... Sempre. Boa noite e abraço,
CarlosCarlos "A essência vencerá"
E só posso dizer:
Sim, também possuo esse medo, medo permanente de perder algo que faz parte de mim, mas faz tanta parte de mim, que fica difícil perder...
Mas também sei que a prudência é importante, e as artimanhas do mal são grandes contra nós mesmos... De onde ele vem?? Não dá pra saber, mas sendo de algum lugar do outro lado ou de dentro de nossa própria auto-sabotagem, só posso dizer que não vale a pena perder tempo com esse tipo de coisa... Não deixe o errado caminho arrancar o que você tem de mais precioso: Você mesmo... Você mesmo... Sempre. Boa noite e abraço,
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